Com as câmeras digitais ultra-avançadas, a fantasia de muitos fotógrafos e manipular a imagem antes mesmo de capturar o objeto a ser fotografado. E um bom fotografo é aquele que fotografa o simples e consegue dar todo um sentimento, poesia e estabelecer a comunicação entre o homem e seu mundo.
Henry Cartier-Bresson considerado o pai do fotojornalismo, tinha um olhar único, social, poético e capturava cada momento como fosse só dele. Cada foto tinha uma narrativa, um sentimento de tempo e uma máquina fotográfica em suas mãos era instrumento de pensamento de uma época e geração.

"De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório. Nós, fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo e, uma vez desaparecidas, não há mecanismo no mundo capaz de fazê-las voltar outra vez. Não podemos revelar ou copiar uma memória". Henry Cartier-Bresson
Cartier-Bresson tido como um mito da história da fotografia lutou na segunda guerra mundial servindo o exercito francês, foi capturado e levado ao campo de prisioneiros de guerra. Tentou duas vezes escapar e somente na terceira obteve sucesso. Juntou-se à Resistência Francesa em sua guerrilha pela liberdade.
Depois da guerra fundou uma agência fotográfica, trabalhou para várias revistas famosa (Life e Vogue) e viajou o mundo para documentar em fotos o homem e a vida, classes e cultura de diversos países como o México, EUA, Cuba, Japão, continente africano, entre outros.

Foi o primeiro fotografo ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre, fotografou os últimos dias de Gandhi e os eunucos imperiais chineses, logo após a Revolução Cultural.
Antes da guerra trabalhou com um dos melhores cineastas da história do cinema francês Jean Renoir, foi assistente em três filmes e um deles o soberbo "A regra do jogo" de 1939.
Mas o que atraía mesmo o mestre da fotografia era o cinema documentário que se aproximava mais da reportagem fotográfica, e em 1937, fez seu primeiro curta documentário sobre os hospitais da Espanha republicana "Vitória da Vida".
Mas logo no começo de sua história com as artes, se apaixonou profundamente pelo surrealismo e pela pintura, aliás, ele passa da pintura para o desenho, depois pela fotografia e para o cinema.
E nos últimos trinta anos de sua vida Cartier- Bresson volta às origens dedica-se exclusivamente à pintura e ao desenho.
Fotografia, só retratos, e apenas para os amigos, exemplos: Pablo Picasso, Alberto Giacometti, Pierre Bonnard, Henri Matisse, Paul Claudel, Louis Aragon, Paul Valéry, Elsa Triolet, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Albert Camus e Paul Éluard.
Henri Cartier-Bresson nasceu dia 22/08/1908 em Chanteloup-en-Brie/Seine-et-Marne - França e morreu dia 02/08/2004 em Cereste/Vaucluse - França.