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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Teorias permitem analisar complexidade de imagens



O reconhecimento de padrões por meio da análise da complexidade de imagens é uma técnica que, com o auxílio da matemática e da computação, permite ações como o mapeamento das espécies de uma floresta ou a detecção precoce de um tumor. 

Pesquisa do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, analisou diferentes métodos capazes de realizar a análise de complexidade de imagens e reconhecimento de padrões. O bacharel em ciência da computação André Backes observou três teorias matemáticas distintas (dimensão fractal, Caminhada Determinística do Turista e Redes Complexas) e observou que elas conseguem convergir para uma mesma medida de complexidade. 

Segundo o orientador da pesquisa, professor Odemir Bruno, o método de fractais (uma geometria que usa regras simples que, combinadas, geram formas complexas) já era conhecido para analisar a complexidade de imagens, mas a comparação com outras teorias foi inédita. “Na matemática há vários caminhos para chegar em um mesmo resultado. Nessa pesquisa, foram trilhados vários caminhos completamente diferentes entre si, e o interessante é que foi encontrada uma ligação entre elas. Isso é um resultado muito importante”, diz ele. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Projeto ensina construção de violão com custo de montagem inferior a R$ 70,00.




Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba (foto), um projeto fabrica violões de forma didática e a custo acessível, a partir de madeiras plantadas ou nativas de ciclo sustentável. O objetivo é socializar tanto na Universidade, quanto no ensino Fundamental e Médio, a cultura da construção do violão (luteria), popularizando a produção do instrumento. O custo de montagem é inferior a R$ 70,00.

Os estudos começaram em 2005, com a contribuição dos alunos de Graduação da Esalq, para colaborar no atendimento da legislação atual quanto à inclusão da educação musical no ensino básico e facilitar sua inserção em projetos socioculturais. De acordo com o professor José Nivaldo Garcia, do Departamento de Ciências Florestais (LCF), coordenador do projeto, além da inovação, a Universidade também pesquisa e busca entender e divulgar a cultura popular. “A música, hoje vista como Ciência, é uma característica marcante da cultura brasileira e merece espaço dentro do meio acadêmico”, destaca o professor.




As ações envolvem a produção de componentes do violão, feitos em madeira plantada ou de ciclo sustentável,  junto ao pessoal de apoio do Laboratório de Engenharia de Madeira e a divulgação do projeto na Esalq, para conseguir a adesão de voluntários tanto dos cursos de Graduação quanto de Pós-graduação. Em seguida, foi realizada a montagem de um violão modelo a partir de um kit completo dos seus componentes, com custo abaixo de R$70,00, e a constituição de três grupos de 20 alunos do ensino fundamental e médio para participar de oficinas de fabricação do violão.

“Dessa forma, os trabalhos realizados nas oficinas poderão ser divulgados à comunidade e os resultados apresentados”, comenta Caio de Oliveira Loconte (foto), aluno do curso de Engenharia Florestal, responsável pela elaboração do relatório final do projeto e pelo “Manual de Fabricação de Violão Clássico”, no final de 2011.












Manual


O manual apresenta, de maneira simplificada, uma metodologia para a fabricação do instrumento musical tendo por base a planta “Guitare Classique Dans Le Style”, de Santos Hernandez. Dividido em capítulos, o manual introduz partes do violão, produção das peças, montagem e acabamento. Enfim, o instrumento é composto por diversas peças conectadas entre si utilizando-se de cola ou contato, tornando-se possível dividir a construção em caixa, braço e mão.

Na caixa encontram-se o tampo, a boca, as laterais, o cavalete ou ponte com o rastilho, a roseta e o fundo. A pestana, as casas e a escala são constituintes do braço. Por fim, fazem parte da mão as tarraxas. Complementando a orientação, no manual é revelado que dentro da caixa acústica existem várias peças que desempenham importantes papéis na sustentação do violão e na transmissão do som.
O projeto conta com recursos do programa  “Aprender com Cultura e Extensão” da USP. A proposta é transferir ciência e tecnologia criadas nos laboratórios para a comunidade adaptando as metodologias e a forma de expressão oral e de conduta à realidade da situação em curso. Como resultado, foi obtido um violão com som simples e comum, indicado para pessoas de baixa renda ou para iniciantes.
Para o professor Garcia, este é um trabalho muito importante, pois além de estender os ensinamentos obtidos na Universidade à sociedade, reúne, a cada ano, novas idéias e experiências trazidas por estudantes que se interessam por essa linha de pesquisa e que gostariam de participar das atividades ao longo do ano.
Alícia Nascimento Aguiar, da Assessoria de Comunicação da Esalq
imprensa@esalq.usp.br


Mais informações: email jngarcia@esalq.usp.br, com o professor José Nivaldo Garcia


fonte:Agência USP de Notícias