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segunda-feira, 2 de julho de 2012

A ultima entrevista do cineasta Carlos Reichenbach


Confira a ultima entrevista oficial que o cineasta brasileiro Carlos Reichenbach deu para o programa ABCD em Revista  da emissora TVT - TV dos Trabalhadores.

Nessa entrevista dividida em três partes aqui no blog, ele fala de sua trajetória, do seu processo de trabalho, de sua paixão pelos personagens das classes C e D, em especial pela mulher proletária, entre outros assuntos. 

ABCD em Revista foi exibido em 22/06/2012 - Tema: A cena final de Reichenbach.
A entrevista foi concedida dia 06/06/2012.

Carlão faleceu dia no dia 14 de junho de 2012.







segunda-feira, 25 de junho de 2012

Assista ao curta-metragem "Equilíbrio e Graça" do grande cineasta Carlos Reichenbach.



Documentário conceitual "Equilíbrio e Graça" é sobre o trivial encontro de um pensador católico e monge trapista com o "pai" do zen budismo.

O filme propõe uma viagem ao imaginário de sensações. Oriente e Ocidente revelam identidades filosóficas no culto revolucionário do silêncio.

A harmonia como paradoxo da utopia; música da luz.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Jogo rápido com Carlos Reichenbach.



Episódio da série Canal Brasil 10 Anos que faz uma retrospectiva da carreira do cineasta Carlos Reichenbach a partir do acervo de imagens da emissora (matérias e entrevistas gravadas para diferentes programas a partir da sua criação em 1998). 


Dirigido por Kiko Mollica, este trabalho foi realizado para destacar a importância do Canal Brasil como testemunha da história do cinema brasileiro.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Documentário sobre a Boca do Lixo e seus principais protagonistas: os cineastas.



A primeira parte do documentário Audácia! é uma obra prima sobre o lugar que mais se produziu filmes paulistas nas décadas de 1960 e 1970.

No documentário (que é até engraçado) podemos ver as principais ruas (Triunfo, Aurara...), os rostos dos principais cineastas como o do Luiz Sérgio Person, Rógério Sganzerla, Carlos Reichenbach, José Mojica Marins, Maurice Capovilla, entre outros.   

O bacana é o áudio do filme, exatamente como os telejornais que passavam nas salas de cinema, com frases ditas pelos cineastas e que mostra exatamente o que eles acreditavam naquele período.

Um dos cineastas fumando cigarro numa laje do centro velho diz: 
- Quero fazer um chanchada psicoanalítica familiar".

Outro dispara:
- Não quero fazer um filme de autor, quero fazer um filme de coordenador".

Outro cineasta marginal comenta:
- Precisamos fazer filmes péssimos.

O vídeo abaixo é somente a primeira parte do filme brasileiro de 1969, dirigido por Carlos Reichenbach e Antonio Lima. Aliás, quem encontrar a segunda parte, por favor, mande o link para o blog. 






O documentário Audácia! registrou os personagens locais, inclusive os próprios realizadores. 

O filme mostra também as filmagens de O Profeta da Fome, grande filme do diretor Maurice Capovilla. 


E também uma entrevista com José Mojica Marins.


É isso. 



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Morre o cineasta Carlos Reichenbach.



O cineasta gaúcho Carlos Reichenbach morreu por volta das 17h30 desta quinta-feira (14), dia em que completou 67 anos, em São Paulo. 

Segundo a produtora Sara Silveira, sócia de Reichenbach, ele sofreu uma parada cardíaca e foi levado à Santa Casa de Misericórdia, mas chegou morto. 

A notícia do falecimento foi divulgada em comunicado pela assessoria de imprensa Procultura. 

Nome associado ao cinema marginal e à Boca do Lixo paulistana, Reichenbach dirigiu 22 filmes, entre eles "Lilian M: Relatório Confidencial" (1975), "Sede de Amar" (1979), "Amor, Palavra Prostituta" (1982) e "Alma Corsária" (1993), ao longo de mais de 40 anos de carreira. Seu último longa foi "Falsa Loura", de 2007, com Rosane Mulholland, Cauã Reymond e Maurício Mattar no elenco. 

Em 2010, durante o Festival de Brasília, Reichenbach afirmou que seu próximo projeto seria o filme "O Anjo Desarticulado", vencedor do Prêmio Estímulo do Ministério da Cultura. A vontade do diretor era que a soprano norte-americana Barbara Hendricks estivesse no elenco. 

Repercussão 

Sara Silveira, sócia e amiga, lamentou a morte do cineasta. "Morreu a pessoa que me ensinou tudo, meu mestre, meu melhor amigo, um cara jovem. É muito triste. Ele é a pessoa mais importante da minha vida, me ensinou tudo que eu sei de cinema. É um dos artistas mais importantes desse país." "Ele é um querido.

A gente perde um grande apaixonado pelo cinema, principalmente, pelo cinema brasileiro", diz a atriz Luciely Di Camargo. "Ele fazia os filmes com as próprias mãos para fazer acontecer. Estou bem triste."

Trajetória
Reichenbach nasceu em Porto Alegre, mas foi em São Paulo que se consagrou como um dos principais nomes do cinema nacional.
Ignorado pela Academia, mas detentor de diversos prêmios em festivais nacionais como Gramado, Brasília e Ceará, ele via com maus olhos as recentes tentativas do Brasil de buscar um Oscar. "Isso é uma sandice. Uma das coisas mais funestas que aconteceu nos últimos tempos é esse tipo de cobrança", decretou em entrevista ao UOL em 2008. "Ou se faz filme pra ver no Brasil, ou se faz filme para festival. Isso tem provocado a despersonalização brutal do nosso cinema. Mal do Oscar que nunca premiou Nelson Pereira dos Santos", provocou.
Na mesma entrevista, realizada por ocasião do lançamento de "Falsa Loura", o cineasta defendeu as possibilidades de compartilhamento de filmes na internet, especialmente para o resgate de trabalhos históricos, que não encontram mais espaço nas salas de cinema ou locadoras.
"Sou frequentador de cinema assíduo desde os 15 anos. Nunca fiz a conta, mas devo ter visto mais de 2.000 ou 3.000 filmes na minha vida toda. E às vezes ainda me assusto: que filme é esse? Nunca vi", disse. "Filmes são para serem vistos. As pessoas têm que ter direito a esse acesso. O espaço está mudando. O cinema hoje não é só mais o cinema de shopping center", concluiu.
O velório do corpo do cineasta será realizado a partir das 23h desta quinta, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. A família planeja sepultá-lo no Cemitério do Redentor, onde também está enterrada a mãe de Reichenbach.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cinema de verdade.


Essa semana coloquei um post do curta metragem Documentário (1966) do já falecido Rogério Sganzerla.
Bom, esse vídeo do programa ZOOM e com o cineasta Carlos Reichenbach sintetiza bem o que alguns cineastas daquela geração queriam dizer e fazer com uma câmera na mão.
É uma delicia ver o Reichenbach falando do cinema marginal, seus diretores, o que representava aquele cinema na época e de onde partia aquela vontade de transgredir.

É hoje entrou em circuito comercial o filme "Cilada.Com".

Um filme global, constrangedor, bem comportado, de um ator metido a comediante, mas oxalá, esse filme e tudo que ele fizer daqui pra frente será esquecível.
Quem já teve a "sorte" de ver o trailer no cinema, não precisa pagar para ver o filme, duvido que tenha alguma coisa melhor do que aquilo. Pois o trailer com um pouco mais de dois minutos mostra o caminho nebuloso que nosso cinema está seguindo.