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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Curta-metragem: O melhor curta brasileiro dos últimos anos.





Maria José é uma menina de 5 anos de idade, que necessita (ou é obrigada) deixar seus estudos e seus sonhos para trabalhar. Morando no sertão cearense e sem perspectiva de uma vida melhor, ela cresce, depois casa, tem vários filhos e envelhece.



Produzido em computação gráfica 3D e finalizado em 35mm, o curta-metragem "Vida Maria" mostra personagens e cenários modelados com texturas e cores pesquisadas e capturadas no sertão cearense, criando uma atmosfera extremamente realista.


Dirigido pelo Marcio Ramos, posso afirmar que é um dos melhores curtas de animação já produzida no país e um dos mais tristes que já assisti.



Se existe o maldito ciclo de gerações de famílias no Ceará (no nordeste em geral) que nunca tomaram o café da manhã, almoçaram e jantaram no mesmo dia, também existe o ciclo de famílias que nunca estudaram. De forma estupenda, Marcio Ramos mostra a repetição deste ciclo passando ao menos por três gerações. 


Em quase nove minutos o diretor consegue falar mais sobre a triste situação socioeconômica vivida por muitas gerações do que qualquer dissertação acadêmica de qualquer universidade do Brasil.


Esse vídeo faz parte da restrospectiva 2011.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Curta-metragem: Vida Maria.




Maria José é uma menina de 5 anos de idade, que necessita (ou é obrigada) deixar seus estudos e seus sonhos para trabalhar. Morando no sertão cearense e sem perspectiva de uma vida melhor, ela cresce, depois casa, tem vários filhos e envelhece.


Produzido em computação gráfica 3D e finalizado em 35mm, o curta-metragem mostra personagens e cenários modelados com texturas e cores pesquisadas e capturadas no sertão cearense, criando uma atmosfera extremamente realista.


Dirigido pelo Marcio Ramos, posso afirmar que é um dos melhores curtas de animação já produzida no país e um dos mais tristes que já assisti.



Se existe o maldito ciclo de gerações de famílias no Ceará (no nordeste em geral) que nunca tomaram o café da manhã, almoçaram e jantaram no mesmo dia, também existe o ciclo de famílias que nunca estudaram. De forma estupenda, Marcio Ramos mostra a repetição deste ciclo passando ao menos por três gerações. 


Em quase nove minutos o diretor consegue falar mais sobre a triste situação socioeconômica vivida por muitas gerações do que qualquer dissertação acadêmica de qualquer universidade do Brasil.