“A liberdade de expressão venceu!”, comemorou Maria de Jesús Bravo ao sair da prisão, na quarta-feira (21), no Estado de Veracruz (leste do México). Essa jornalista e ex-funcionária pública de 34 anos corria o risco de ser condenada, juntamente com outro usuário mexicano do Twitter, a 30 anos de prisão por “terrorismo” e “sabotagem”, após ter publicado, no final de agosto, falsos alertas sobre ataques de narcotraficantes em escolas da região.
Sob pressão de organizações nacionais e internacionais, o Ministério Público retirou as acusações contra eles. Uma vitória não muito satisfatória para os defensores do direito à informação, que denunciam as novas sanções das autoridades e a violência dos cartéis das drogas contra os internautas.
No dia 25 de agosto, Maria de Jesús Bravo e Gilberto Martínez, professor de matemática de 35 anos, postaram mensagens em seus perfis do Twitter e do Facebook anunciando tiroteios e sequestros em estabelecimentos escolares das cidades vizinhas de Veracruz e Boca del Río.