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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Por favor, não tire os olhos do Norman Bates.
Postado por
Unknown
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07:00
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Local: Fortaleza/CE
Fortaleza - CE, Brasil
terça-feira, 19 de julho de 2011
Assustador esse assalto em São Paulo.
Vai rolar um assalto no final desse vídeo.
Um vídeo sem narração, sem off e sem trilha sonora.
Uma imagem e um momento real, sem cortes ou edição, mas o silêncio que incomoda demais.
É impressionante como é assustador cada momento, cada detalhe, cada pessoa que vai passando e a expectativa que vai tomando conta de quem assisti esse assalto.
(Peço desculpas aos jovens que foram vitimas desse crime por colocar esse vídeo).
Mas faz de conta que essa é uma cena de um filme, câmera parada, sem trilha, sem edição, todo mundo no cinema sabe o que vai acontecer, mas todos vão ficar aflitos e esperando o desfecho final.
Suspense total a lá Alfred Hitchcock e linguagem de cinema que faz a gente lembrar algumas frases do cineasta francês Robert Bresson:
- Que sejam os sentimentos que tragam os acontecimentos. Não o contrário.
- Fazer ver o que tu vês por intermédio de uma máquina que não vê como tu vês e fazer ouvir o que tu ouves por intermédio de outra máquina que não ouve como tu ouves.
- Construir o cinema sobre o silêncio, o branco e a imobilidade.
- Nada de música de acompanhamento, de sustentação ou de reforço. Música de forma alguma. É preciso que os barulhos se tornem música.
- Nada é mais falso num filme do que o tom natural do teatro recopiando a vida e calcado em sentimentos estudados.
Um vídeo sem narração, sem off e sem trilha sonora.
Uma imagem e um momento real, sem cortes ou edição, mas o silêncio que incomoda demais.
É impressionante como é assustador cada momento, cada detalhe, cada pessoa que vai passando e a expectativa que vai tomando conta de quem assisti esse assalto.
(Peço desculpas aos jovens que foram vitimas desse crime por colocar esse vídeo).
Mas faz de conta que essa é uma cena de um filme, câmera parada, sem trilha, sem edição, todo mundo no cinema sabe o que vai acontecer, mas todos vão ficar aflitos e esperando o desfecho final.
Suspense total a lá Alfred Hitchcock e linguagem de cinema que faz a gente lembrar algumas frases do cineasta francês Robert Bresson:
- Que sejam os sentimentos que tragam os acontecimentos. Não o contrário.
- Fazer ver o que tu vês por intermédio de uma máquina que não vê como tu vês e fazer ouvir o que tu ouves por intermédio de outra máquina que não ouve como tu ouves.
- Construir o cinema sobre o silêncio, o branco e a imobilidade.
- Nada de música de acompanhamento, de sustentação ou de reforço. Música de forma alguma. É preciso que os barulhos se tornem música.
- Nada é mais falso num filme do que o tom natural do teatro recopiando a vida e calcado em sentimentos estudados.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Cinema Marginal e o centro velho de São Paulo.
Neste filme (Documentário - 1966), dois sujeitos perambulando no centro velho de São Paulo, procurando o filme perfeito, depois de uma noitada com mulheres e bebidas.
Ambos com pouco dinheiro, mas o suficiente para comprar um jornal, uma HQ, tomar café e ir ao cinema.
"Os amigos discutem o filme que querem ver e não pode ser qualquer um, pois o risco de dormir no cinema é muito grande:
- Filme italiano não dá mais... Não da mais pra assistir, quanta frescura, pra que fazer tanta onda, assim não é possível.
- Eu entro no cinema é durmo, não vejo a hora de ir embora."
- Eu entro no cinema é durmo, não vejo a hora de ir embora."
(Me transporta a imaginação de quantos filmes eu já assisti na minha vida em que as duas horas me sacaneiam querendo se transformar em dez).
E a caminhada dos amigos, continua com os seguintes temas:
Cigarro acabando.
Filmes que já saíram de cartaz.
Ciúmes de mulher.
Quadrinhos.
Desemprego.
Largo do Arouche.
Falta de assunto.
Filme dos Beatles.
Filme colorido e PB.
Cinemas que já morreram. Lá o cine Paissandu, o cine Alvorada, Cine Bijou, Cine Los Angeles, Cine Arizona que eram a verdadeira Cinelândia Paulista.
Cinemas que já morreram. Lá o cine Paissandu, o cine Alvorada, Cine Bijou, Cine Los Angeles, Cine Arizona que eram a verdadeira Cinelândia Paulista.
A semana azarada dos amigos cinéfilos tem outro diálogo memorável:
" - Esse mês de janeiro até agora foi o pior da minha vida nesses últimos dez anos.
- Não adianta dizer, mas a gente não pode mais viver assim, sem revolução não dá pé. Tem que vir acabar com tudo e começar tudo de novo."
Fantástico é ver as referencias citadas nesse filme/documentário (dirigido pelo Rogério Sganzerla, Andrea Tonacci, Vitor Lotufo e Marcelo Magalhães) de cineastas que eu adoro como Alfred Hitchcock e Samuel Fuller.
Já quase no final, talvez a melhor coisa que já ouvi sobre suas conversas de cinéfilos.
"- Essa é a nossa famosa geração de merda, de frequentadores de cinema."
E no final desse filme a epopeia e as agruras dos cineastas marginais dos anos 60 e 70 de fazer cinema naquele Brasil.
Maravilhoso!
Alfred Hitchcock

Samuel Fuller
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