Vai rolar um assalto no final desse vídeo.
Um vídeo sem narração, sem off e sem trilha sonora.
Uma imagem e um momento real, sem cortes ou edição, mas o silêncio que incomoda demais.
É impressionante como é assustador cada momento, cada detalhe, cada pessoa que vai passando e a expectativa que vai tomando conta de quem assisti esse assalto.
(Peço desculpas aos jovens que foram vitimas desse crime por colocar esse vídeo).
Mas faz de conta que essa é uma cena de um filme, câmera parada, sem trilha, sem edição, todo mundo no cinema sabe o que vai acontecer, mas todos vão ficar aflitos e esperando o desfecho final.
Suspense total a lá Alfred Hitchcock e linguagem de cinema que faz a gente lembrar algumas frases do cineasta francês Robert Bresson:
- Que sejam os sentimentos que tragam os acontecimentos. Não o contrário.
- Fazer ver o que tu vês por intermédio de uma máquina que não vê como tu vês e fazer ouvir o que tu ouves por intermédio de outra máquina que não ouve como tu ouves.
- Construir o cinema sobre o silêncio, o branco e a imobilidade.
- Nada de música de acompanhamento, de sustentação ou de reforço. Música de forma alguma. É preciso que os barulhos se tornem música.
- Nada é mais falso num filme do que o tom natural do teatro recopiando a vida e calcado em sentimentos estudados.
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terça-feira, 19 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O amor segundo Sarah Kane - Reflexões de um horizonte.
Sarah Kane desistiu de viver dia 20/02/1999, se enforcou com o próprio cadarço no banheiro do London´s King´s College Hospital, aos 28 anos de idade.
Sofria de forte depressão, lutou bravamente contra a doença, dois dias antes de morrer, Sarah ainda tomou uma overdose de remédios prescritos.
Dramaturga, ela estudou teatro na Universidade de Bristol e se especializou em Artes na Universidade de Birmingham.
Sarah utilizou-se do pseudônimo Marie Kelvedon para escrever "Crave" criando uma pequena biografia para seu alter ego. Tal medida foi tomada como forma de fugir do furor dos críticos que haviam reagido de forma truculenta ao escreverem sobre Blasted (sua primeira obra), caracterizando-a como "repugnante e obscena".
A inglesa Sarah Kane teve uma carreira bastante curta, escrevendo apenas cinco peças entre 1995 e 1999 (Blasted, Phaedra’s Love, Cleansed, Crave e 4.48 Psychosis) além de um roteiro para TV.
A última peça, ‘Psicose 4:48′ é aterrorizante. Segundo Kane, 4:48 é a hora em que a maioria dos suicidas escreve seus bilhetes. Estatisticamente essas horas da manhã é suposto ser o tempo em que um maior número de suicídios são cometidos, embora, paradoxalmente, aqueles que observam de fora, pode ser considerado como um momento de loucura radical.
A personagem de 4:48, diz na peça que iria tomar uma overdose de medicamentos, cortar os pulsos e enforcar-se. Aparte os pulsos cortados, foi exatamente como Kane morreu.
Suas peças tratam de temas como o amor redentor, o desejo sexual, dor, tortura física e psicológica assim como a morte.
Esse curta-metragem foi filmado sobre um telhado em Londres durante um único dia. Parte do filme e da peça "Crave" de Sarah Kane
Sarah nasceu dia 03/02/1971 na cidade de Brentwood, Inglaterra.
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