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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Documentário polêmico: O mundial esquecido - A verdadeira história da Copa do Mundo de 1942 na Patagônia/Argentina.

A ideia do documentário A Copa Esquecida/ IL Mundial Dimenticato é confundir o público, deixando todos em dúvida. É verdadeiro ou falso que teve a Copa do Mundo de 1942 na Patagônia/Argentina?

Os diretores italianos Lorenzo Garzella e Filippo Macelloni disseram o seguinte numa entrevista:  "Nós construímos uma história que combina leveza com as mitologias do futebol infantil, o universo de fronteira da Patagônia, a tensão da história dos esportes, uma mistura de personagens movidos por paixões e sonhos desproporcionais. Um épico anárquico e ingênuo. "

O filme de  Lorenzo Garzella e Filippo Macelloni é um mockumentary altamente eficaz e inteligente. A imaginação encontra terreno fértil em uma das terras mais bonitas do mundo, a Patagônia Argentina  e se desenvolve em um contexto que torna credível: os anos de guerra.

No documentário, paixões, sonhos e imaginação ganham vida através de entrelaçamento de histórias e personagens que dão vida a um dos maiores mitos da infância coletiva.

Clique aqui e veja a programação da 36ª Mostra de Cinema de São Paulo.



O documentário apresenta a verdadeira história sobre a Copa do Mundo de 1942, nunca divulgada por organizações esportivas, envolta por lendas e sem nenhum vencedor declarado.
A descoberta recente de um “esqueleto com uma câmera filmadora” – restos mortais de um cinegrafista argentino contratado para filmar o campeonato – em meio a fósseis de dinossauros na Patagônia fornece a peça que faltava a respeito do quebra-cabeça incompleto que é a Copa do Mundo de 1942. mostra.org

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Filme norueguês é um dos melhores da 36ª Mostra de Cinema de São Paulo.



É uma delicia e muito prazeroso quando a gente assisti algum filme da   MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA e sai do cinema feliz da vida com uma obra que não foi recomendada ou que não criamos nenhuma expectativa.

Parece que "descobrir" um grande filme numa maratona como a MOSTRA, vira uma conquista nossa, mas que termina sendo bacana dividir com os amigos. 

Assisti com um grande sorriso no rosto um filme norueguês que mostra a vida com muito humor e ironia:  "O QUASE HOMEM / MER ELLER MINDRE MANN". 

Sei que "O Quase Homem" não tem um peso ou a importância de um filme dos mestres do cinema, mas sinceramente, acho que termina sendo um ótimo aperitivo antes de embarcar num filme cabeça.
Bom, confesso que sai feliz do cinema.

Feliz pela história que é imaginativa, inteligente e sempre imprevisível.
Feliz pela direção que é regular o tempo inteiro.
Feliz pelos atores que fizeram um grande trabalho. 

O diretor Martin Lund captou com muita precisão o mal-estar de uma geração de "homens" que se recusam a amadurecer. 



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Em um futuro não muito distante, as pessoas lutam para sobreviver ao seu maior inimigo, o sol.




O filme de terror/suspense alemão Hell (Inferno) que está em cartaz na 36ª Mostra de Cinema de São Paulo é uma oportunidade rara para ver esse filme pós-apocalíptico.

A trama começa no ano de 2016, depois de um aumento repentino e brutal da temperatura global da Terra. O Sol é mais brilhante do que nunca e que a água é rara e valiosa. 

É difícil sobreviver neste cenário apocalíptico, porque as pessoas estão em constante busca por comida e água ... Nós não podemos ver qualquer tipo de vegetação (apenas os troncos das árvores) e os animais morreram de sede.

Inferno é um filme de ação que se assemelha a MAD MAX, principalmente no cenário e esse pano de fundo do mundo apocalíptico. 

Mas é bem feito, as configurações são realmente boas  é mostra com vigor um mundo deserto cheio de morte. 


Filme sobre criança-soldado impressiona pelo realismo e crueldade.







































O cineasta Kim Nguyen pinta um retrato comovente e angustiante de Komona, uma menina de 14 anos de idade (maravilhosamente interpretada pela atriz Rachel Mwanza) que foi raptada de sua aldeia africana pelos rebeldes para se tornar uma criança-soldado.
 
Seu brutal comandante não só a treina para o uso de armas, mas também a força a ter relações com ele. Procurando por abrigo no meio do horror, ela se apega a um garoto um pouco mais velho com cabelos brancos que ela chama de “Mágico”. Ela foge do acampamento com esse "soldado albino", e pela primeira vez, vive novas experiências como uma vida pacífica e amorosa, mas uma tragédia vai forçá-la a enfrentar e lutar contra os fantasmas que assombram a sua mente.
 
Embora inspirado em uma história real que ocorreu na Birmânia, Nguyen decidiu não dar um local específico para a trama. Trabalhou no filme por 10 anos, assistindo e capturando pontos de vista de crianças com sua câmera e mistundo cenas em flashbacks bem editados em que os espíritos de seres humanos aparecem com um enredo ultra-realista e violento.
Mas a "guerra bruxa" é também uma história de amor impossível e triste, repleta de magia, imagens pitorescas .
 
O filme A Feiticeira da Guerra/Rebelle vai impressionar plateias do mundo inteiro.   
 
Vencedor do Urso de Prata de melhor atriz (Rachel Mwanza) no Festival de Berlim.
 

 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Na 36ª Mostra de Cinema de São Paulo, documentário sobre o longo relacionamento de 42 anos da atriz Liv Ullmann e o cineasta Ingmar Bergman



O diretor indiano Dheeraj Akolar, está fazendo sua estréia no cinema de forma espetacular com um longa-metragem "Liv & Ingmar". 

Ele teve acesso sem precedentes, não só dos grandes filmes dirigidos pelo diretor Ingmar Bergman, como também os grandes filmes da lendária atriz Liv Ullman e imagens de filmes realizados por ambos, com cenas dos bastidores, fotografia...

Trechos das cartas de amor privadas do Bergman para a Ullman, que são ouvidos aqui pela primeira vez.


Liv Ullman narra o filme, tudo partir de seu ponto de vista, que termina sendo uma coisa esclarecedora e refrescante.



Obrigatório para cinéfilos apaixonados pela obra do Ingmar Bergman e as atuações memoráveis da Liv Ullman.


Clique aqui e confira a programação da  36ª Mostra de Cinema de São Paulo


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Mais enxurrada de violência no cinema do mestre Takeshi Kitano.

Clique aqui e confira a programação da 36ª Mostra de Cinema de São Paulo





































A família de mafiosos Sanno se transformou numa enorme organização, expandiu seu poder para a política e legitimou seus negócios. Os escalões superiores da Sanno agora são dominados por jovens executivos, e os membros da velha-guarda estão ressentidos por terem sido empurrados para a margem. Enquanto isso, o detetive Kataoka prepara junto à polícia uma repressão em larga escala. Cheio de truques sujos, ele investiga conflitos entre os Sanno e seus aliados de longa data, Os Hanabishi, na esperança que eles, por fim, destruam uns aos outros. É impossível saber quem vencerá essa luta feroz pelo poder.36.mostra.org

 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Dois filmes da Islândia de um mesmo diretor.

Clique aqui e confira a programação da 36ª Mostra de Cinema de São Paulo

























Gente Fina (Kurteist Fólk).

Um engenheiro trapaceiro e desesperado foge da cidade para uma pequena comunidade rural islandesa. Lá, ele finge saber como ajudar a refinanciar o matadouro local, mas desconhece que está entrando numa guerra onde impera a falta de educação e os jogos de politicagem da cidadezinha.

Veja o trailer.

 



36ª Mostra de Cinema de São Paulo








































 
City State (Borgrík)

Na Islândia nos dias de hoje, um imigrante jura vingança depois que sua mulher perde o filho que esperava no ataque de uma organização criminosa. No processo, seu caminho se cruza ao de uma policial problemática, seu chefe corrupto e um chefão do crime em decadência.

Veja o trailer.
 



O DIRETOR.

OLAF DE FLEUR JOHANNESSON
Nasceu em Budardalur, na Islândia, em 1972. Entre outros, dirigiu os longas-metragens Adequate Beings (2011), Circledrawers (2009), Queen Raquela (2008), Hogher Force (2008), Act Normal (2007) e Africa United (2006). 
 
Participa da 36ª Mostra com City State/Borgrík (2012) e Gente Fina/Kurteist Fólk (2011)

TENHO 11 ANOS é um filme enérgico, otimista, universal e real.

O documentário se concentra em uma série de crianças de 11 anos em 15 países, fazendo um retrato global da humanidade numa idade crucial – pequenos cidadãos que não são mais crianças, ainda não são adultos e se preparam para herdar um mundo que muda rapidamente como eles. As crianças revelam obsessões e preocupações públicas que motivam suas vidas. O filme faz ao mesmo tempo uma investigação das similaridades e distinções entre culturas e um relato íntimo desses jovens. mostra.org
  






































O filme Tenho 11 anos/I Am Eleven faz um levantamento de semelhanças e distinções entre várias culturas, numa busca íntima de "personalidades" jovens, que estão descobrindo esse mundo pós moderno. O longa é uma obra edificante, que mostra uma visão do mundo através dos olhos de várias crianças com apenas 11 anos de idade.

Jovens lavando elefantes na Tailândia, garoto jogando futebol na Inglaterra ou outro jovem apenas conversando com a câmera na República Checa. Mais de uma dezena de crianças com 11 anos de idade compõem o elenco deste simples e sincero documentário da cineasta australiana Genevieve Bailey.
A diretora teve esse impulso para fazer o filme a partir de um período em que estava deprimida após um acidente de carro grave e à morte de seu pai.
Ao pensar num tempo em que ela era mais feliz, Bailey percebeu que era (feliz) quando tinha 11 anos de idade, e assim ela decidiu viajar pelo mundo para conhecer dezenas de crianças.  

Da Finlândia para Marrocos, da França à China, ela mostra crianças que variam da maturidade do menino francês, do imaturo rapaz inglês torcedor do Arsenal e meninas que variam de tímidas a extrovertidas.
 
Outra característica notável é a tolerância religiosa, expressa pelo garoto Jack, por exemplo, um jovem inglês vivendo na Tailândia, que diz: "Não importa que religião você é porque todos eles têm o mesmo tipo de significados no final."
 
Uma coisa que se destaca é como na mais profunda pobreza, essas crianças não parecem capazes de auto-piedade; e eles exibem compaixão sincera e profunda.
 
Foi Bailey que editou o material e ela fez algo como um diário de viagem com súbitas mudanças de lugar. Qualquer observação social significativa é deixada para o público para as suas observações.
Mas para uma cineasta de primeira viagem, Bailey mostra uma destreza impressionante como diretora, diretora de fotografia, editora, entrevistadora e narradora.

Mas, em geral, Genevieve Bailey  alcança seu objetivo, conforme descrito na narração: "Eu queria fazer algo enérgico, otimista, universal e real."


Policial, suspense, drama... EU, ANNA é um thriller noir sofisticado e moderno

 
 
 
I, ANNA é um thriller psicológico muito bem feito. Situado numa Londres contemporânea, o filme tem um estilo e controle de tensão lento que é absolutamente deslumbrante.

O filme estrelado por Charlotte Rampling (como Anna), que faz uma mulher aparentemente divorciada, misteriosa e solitária. Também temos o misterioso, solitário e sem rumo, o policial/inspetor-chefe,  vivido pelo excelente Gabriel Byrne (como Bernie Reid).
As performances dois atores são convincentes, só que Byrne, num personagem suave e ambíguo, faz uma das melhores interpretações dos ultimos tempos.

Eu, Anna (I, ANNA) é um filme adulto, mais preocupado sobre a psicologia de um evento e as implicações emocionais de uma crise. O roteiro tem bastante truques (sem cafagestagem) na manga e nos momentos finais surpreende de uma forma positiva. E termina numa construção "a la hitchcock" em um desfecho insuportavelmente tenso.
 
Por trás da câmera, todo louvor para o diretor Barnaby Southcombe, que mostra com maestria a arquitetura de uma forma banal, com cenários urbanos irreais, o vazio ecoando dentro e fora da tela, os humores interiores protagonistas que jorram suspense o tempo inteiro.

Em geral, Eu, Anna é uma sofisticada, moderna e atraente "thriller noir", que acena com entusiasmo para um gênero cinematográfico banalizado nos ultimos tempos, mas que vem para satisfazer os cinéfilos mais exigentes.   

 

Crônicas da Infância é obra prima sobre o nascimento da juventude.

36ª Mostra de Cinema de São Paulo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com estréia prometida apenas para o dia 24 de abril de 2013 na França (imagenem quando vai estrear no Brasil), Crônicas da Infância (Chroniques d´une cour de récré),  conta a história do jovem Brahim, que tem dez anos em 1980, lida com seus esforços na escola, seus amigos, com a televisão e a fabrica onde seu pai, um imigrante marroquino, trabalha como faxineiro.
 
Com essa era social e econômica sofrendo grandes mudanças, esse período histórico é um de grandes mudanças para o garoto Brahim. Ele aprende o significado da amizade com Salvador, da agitação emocional do amor com Nathalia e encontra uma nova paixão com a fotografia.
 
Do jovem diretor Brahim Fritah, Crônicas da Infância é seu primeiro longa metragem.             

 

Longa-metragem sobre a juventude (e três garotas) dinarmaquesa na 36ª Mostra de Cinema de São Paulo.



O diretor Kaspar Monk (no seu segundo longa-metragem) continua a impressionar em seus retratos cinematográficos dos jovens à procura de um sentido para a vida, nas relações e nas descobertas da juventude contemporanea.

No longa "You and Me Forever ", o filme é realizado pela autenticidade e carisma muito forte. Abordagem de Kaspar Monk para seus jovens atores é extremamente minucioso e recuperados de uma filosofia de proximidade e familiaridade que produz uma faísca de fé.

Isto reflete-se particularmente no desempenho muito forte das garotas Laura, Maria e Christine, personagens centrais.  Aqui iluminandas pelo ciúme, frustração, confusão existencial e sexualidade brotando aos olhos delas.