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sexta-feira, 30 de março de 2012

Exposição De Chirico: O Sentimento da Arquitetura



A cidade traduzindo a dimensão interior do homem moderno. A melancolia como sentimento da modernidade. Ou o cenário arquitetônico e as perspectivas inesperadas revelando o mundo onírico.
Figuras humanas, sem caras ou rostos, em completa solidão. Espaços vazios. Todo esse universo metafísico do artista Giorgio de Chirico (1888-1978) poderá ser agora visto no Museu de Arte de São Paulo (Masp), em São Paulo, até o dia 20 de maio.

A mostra De Chirico: o Sentimento da Arquitetura reúne 45 pinturas e onze esculturas que foram produzidas pelo artista entre os anos de 1960 e 1970, período de sua vida que foi chamado de metafísico, além de 66 litografias que foram produzidas em 1930. As obras pertencem ao acervo da Fondazione Giorgio e Isa de Chirico, sediada em Roma.

“Trata-se de uma exposição que repropõe uma leitura contemporânea da figura emblemática e da obra de Giorgio de Chirico. Uma das temáticas mais aprofundadas da pesquisa sobre De Chirico foi o sentimento como forma de entender a realidade”, disse à Agência Brasil a curadora e arquiteta italiana Maddalena d'Alfonso.

Segundo Maddalena, a metafísica é, na visão do artista, “a capacidade de olhar para a realidade como ela é e compreendê-la através da percepção física”. Ela explicou, citando como exemplo a memória de uma pessoa sobre um determinado lugar. “Quase nunca lembramos pormenores de uma arquitetura, mas sempre temos por perto a sensação que uma praça nos suscita. Nas obras de De Chirico, em suas praças, é exatamente isso que acontece: eles nos remete a composições de vazios, luzes e sombras e nos entrega um sentimento do espaço, nunca um lugar concreto”.



Segundo a curadora, as obras do artista, morto em 1978, têm a arquitetura como base. A criação dessa arte metafísica, ou seja, além do mundo físico, antecipou o movimento surrealista. “Ele foi o mestre da arte metafísica, que influenciou muitas pesquisas artísticas sobre a pintura no século passado e depois, a poética dos surrealistas”.

A exposição passou por Porto Alegre no final do ano passado. Depois do Masp, ela seguirá para Belo Horizonte. Mais informações sobre a exposição podem ser encontradas no site do Masp.


Fonte: Agência Brasil/Elaine Patricia Cruz

quinta-feira, 15 de março de 2012

Exposição 'São Paulo Mon Amour' mostra visão de artistas brasileiros e franceses sobre a megalópole



A cidade de São Paulo vista por artistas franceses e brasileiros. Essa é a proposta da exposição São Paulo Mon Amour, que começou dia 13/03/2012 e fica em cartaz até o dia 1º de abril, no Museu Brasileiro de Escultura (Mube), em São Paulo.

Museu Brasileiro de Escultura (Mube) 


“É uma exposição multimídia, de artistas franceses e brasileiros, sobre a cidade de São Paulo, de como eles sentem a cidade e de como vivem em uma megalópole”, explica Renata Junqueira, diretora de Relações Internacionais do Mube.


Segundo ela, a grande maioria dos artistas da exposição é ligada à arte urbana. São nove artistas que apresentam obras que já estiveram expostas em Paris e novos trabalhos produzidos durante residência artística em Montmartre, na França. Nesses trabalhos, os artistas refletem, entre outros temas, sobre a multidão e a solidão.

“[As obras abordam] A sensibilidade e a vivência da cidade, dentro desse caos que vivemos e do que ela desperta em cada um. Às vezes, é a sensação de uma energia pulsante, ou uma euforia, ou uma solidão profunda”, disse Renata. Entre as obras estão fotografias, vídeos, esculturas e pinturas. “[A exposição] É multifacetada e tem um quê de laboratório sensorial também”, definiu a diretora.

A exposição São Paulo Mon Amour também vai promover debates e ciclos de cinema relacionados ao tema. A exposição é gratuita. Mais informações podem ser encontradas no site http://mube.art.br

Fonte: Elaine Patricia Cruz Repórter da Agência Brasil
          Edição: Lana Cristina