Com 120 anos de existência, a Avenida Paulista é conhecida por ser um dos principais lugares de São Paulo. Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), uma recente dissertação de mestrado investigou as relações de afetividade que as pessoas têm com a avenida, seus prédios e atrativos. “Costumamos ver a Paulista de cima e de longe, como se vista de um satélite ou de um helicóptero. No meu trabalho, tentei mostrá-la do ponto de vista de dentro e de perto, exibindo o que acredito ser o elemento mais instigante do lugar: as pessoas”, explica o turismólogo Leandro Forgiarini de Gonçalves, autor da pesquisa O estudo do lugar sob o enfoque da geografia humanista: um lugar chamado Avenida Paulista.
Diversidade
Para Forgiarini, a Paulista é uma avenida “monumental nos prédios, mas também é extremamente complexa, plural e diversa no que diz respeito às pessoas”. Ele recorda a primeira vez que esteve nela: “Desci no Metrô Consolação, num turbilhão de sons, imagens, pessoas, tudo. Fiquei atordoado”, descrevendo uma sensação que acredita ser a de muitas pessoas nos primeiros contatos. “Depois de um tempo você acaba se acostumando com a arquitetura, com a presença dos prédios, do tráfego intenso de carros e com o fluxo de pedestres, e para de ficar encolhido. Entretanto, a Paulista continua a surpreender quem passa por ela, através das relações que se travam no dia a dia, com sua diversidade de tipos, tribos e atores”, afirma o pesquisador.
Eu realmente amo retratos. Eu acho que eles são bonitos, inspiradores e intrigantes muitas vezes.
E o que eu mais gosto neles é que alguns fotógrafos têm a capacidade de transformar pedaços da realidade em algo realmente profundo e se comunicar sem dizer uma palavra.
Encontrar uma conexão entre a pessoa na foto, a cena, a atmosfera, tudo.
Navegando em busca de novidades encontrei essas fotos (logo abaixo) sobre moradores de rua do fotógrafo Lee Jeffries .
Com sede em Manchester, Reino Unido, Lee Jeffries começou sua carreira em fotografia de esportes. Um encontro casual com uma jovem sem-teto nas ruas de Londres (em Leicester Square) numa abordagem artística, mudou sua história para sempre. Jeffries recorda que inicialmente, ele havia "roubado" uma foto (imagem) de uma jovem amontoada em um saco de dormir. O fotógrafo sabia que a menina o tinha notado e sua primeira reação foi de sair.
"Ela me viu e começou a gritar. Eu fiquei envergonhado e tive de decidir se ia embora ou se pedia desculpas", conta Jeffries.
Sua percepção sobre os sem-teto mudou completamente e eles se tornaram o assunto de história e de sua arte.
Ele produziu um conjunto assombroso em preto e branco de retratos de pessoas que vivem nas ruas da Europa e dos EUA. Cada rosto é mostrado em detalhe incrível e é cheia de emoção. Antes de fotografar e materializar os rostos do moradores de rua para sempre, Jeffries faz um esforço para conhecer cada um, antes de pedir permissão para capturar sua imagem.
Jeffries tambémusa sua fotografia para arrecadar dinheiro para ONGS de moradores de rua e tenta reduzir a "invisibilidade" das pessoas que não têm onde morar.
A história acontece no final da década de 50 na Alemanha Oriental, onde depois de se recuperar uma cápsula espacial russa na fronteira com a Alemanha Ocidental, descobrem que o ocupante é um chimpanzé, o problema é que o viajante carrega um vírus letal conhecida como "A doença Schneider" e que começa a se espalhar rapidamente pela população.
Este documentário surpreendente segue a luta da humanidade para encontrar a cura e sobreviver. Não é preciso dizer que o filme Die Schneider Krankheit (A doença Schneider) é na verdade um "mockumentary", e nenhuma das imagens no filme são imagens de arquivo. O curta-metragem foi escrito, produzido e dirigido por Javier Chillon e já foi exibido em mais de 200 festivais de cinema e tem mais de 45 prêmios.
Esse curta-metragem (bem que poderia ser um longa) tem um ritmo impecavelmente perfeito, que serve como um "tributo" a estes documentários em vídeo "educativo" tão típico da América (e em alguns países ditatoriais) dos 50 . Era comum nos Estados Unidos e alguns países da Europa, o ensino da ciência através de vídeos, que eram projetados na televisão, cinemas e escolas
* Um mockumentary é um tipo de filme ou programa de televisão em que os eventos fictícios são apresentados em formato de documentário .
Para promover um de seus novos produtos, a TV cinema 21:9 (ES-PE-TA-CU-LAR essa TV), a Philips se associou à Ridley Scott Associates (RSA) e desafiou cineastas do mundo inteiro a criar um curta metragem de no máximo 3 minutos, concentrando-se num gênero a escolha do diretor. Mas o verdadeiro desafio, no entanto, era que todos os curtas usassem o mesmo diálogo:
What is that?/ O que é isso? It’s a unicorn / É um unicórnio
Never seen one up close before / Nunca vi um tão de perto
Beautiful /Lindo
Get away, get away / Saia daqui, saia daqui
I’m sorry/ Desculpa
Como não tem legendas em português (mas isso não será problema) nos 03 (três) minutos de duração do curta-metragem, termina não comprometendo em nada a compreensão dos diálogos, já que são exatamente estes que citei acima.
O projeto chamado Parallel Lines (Linhas Paralelas), foi criado de forma que a Philips escolhesse as obras mais inovadoras a partir do olhar de vários diretores.
Cada curta é muito especial, os diretores souberam explorar o desafio do tempo e do diálogo, capricharam na edição, de um cinema que expandem os limites da imagem e da linguagem, fotografia impecável, roteiro com discurso artístico e individual.
O curta-metragem dessa semana é o alemão "Redemption" - que ficou entre os dez melhores do Parallel Lines. E conta a história de um soldado nazista que descobre uma jovem escondida nas ruínas de uma vila e tem o destino da garotinha em suas mãos.
O roteirista e diretor Andreas Deininger (foto abaixo), optou por trabalhar com a câmera fotográfica Canon 5D Mark II (operador de câmera Andreas Obermann) e fez um trabalho maravilhoso nos três minutos que tinha para desenvolver a história.
Esse curta-metragem também faz parte da retrospectiva 2011
Touch, série que traz Kiefer Sutherland de volta à TV (estreou na última quarta nos EUA e chega ao Brasil em março), é um produto nonsense bem acabado, solene e sentimental, cujo tema inegavelmente interessante é que existe uma ordem mística e matemática no universo, para sanar nossos males, proteger nossas crianças e concretizar nossos sonhos. A pretensão ousada é que as inúmeras coincidências e tramas curiosamente interdependentes serão tomadas como um sinal de que aquilo partiu dos anjos. Mas terei que ficar aqui, do lado dos primatas.
O ator (Kiefer Sutherland) como Martin Bohm em cena da nova série
Assista abaixo ao trailer da série legendado em português:
O piloto foi ao ar nos EUA como "evento de pré-estreia", antes de entrar no seu horário regular em março, quando estreará em mais de cem países quase simultaneamente – isso, quando menos, é um sinal do apelo internacional do astro.
Sutherland, que conseguiu manter Jack Bauer interessante por oito temporadas de 24 Horas, é agradável e deve ficar cada vez mais se os enredos lhe permitirem relaxar um pouco – ele estava bem tenso quando nos encontramos.
Na trama, ele é Martin Bohm, "ex-repórter muito bem remunerado" que, após a morte da mulher, corretora da Bolsa, nos ataques do 11 de Setembro, acaba em uma série de subempregos e, agora, é carregador de bagagens no aeroporto John F. Kennedy.
Nesse tempo, ele não conseguiu estabelecer contato significativo com o filho presumidamente autista, Jake (David Mazouz), mas descobre que pode acalmá-lo com refrigerante de laranja e que o menino gosta de celulares, que Martin traz da seção de achados e perdidos do aeroporto. Jake não fala, odeia ser tocado, rabisca números compulsivamente e começou a escalar torres de rádio, um hábito que trará para sua vida uma assistente social (Gugu Mbatha-Raw), representando a razão prática, e a familiar "pessoa idosa com conhecimento místico" (Danny Glover, num roupão de banho).
É o personagem de Glover que diz a Martin o que Jake, em uma narração em off na abertura, já disse ao público: "Tudo é predeterminado por probabilidades matemáticas, e é minha missão monitorar esses números, fazer a conexão para aqueles que precisam se encontrar".
A série anterior do criador Tim Kring (Heroes) também era ligada a assuntos de destino, consciência superior e humanidade em evolução. Como nessa série (e como em Lost, que também conseguiu se prolongar com números misteriosamente recorrentes), Touch é um drama quase religioso decorado com nacos de "ciência": entrelaçamento quântico, teoria das cordas, números de Fibonacci, razão áurea e ondas eletromagnéticas. "O fio vermelho do destino" e "a roda cósmica da humanidade" também têm lugar no enredo.
O episódio chega a uma conclusão que é o equivalente dramático de uma tacada de sinuca que encaçapa todas as bolas de uma vez. Ironicamente, como se trata de uma série que deseja tocar seu público – desde a significativa palavra única do título –, praticamente não encontramos, exceto Martin, um único personagem que seja mais do que a sugestão de uma pessoa real. Elas próprias são números, valores algébricos numa equação complicada que não parece mais convincente pela maneira elegante como se resolve.
Aconteceu no domingo, dia 22 de janeiro de 2012, no Pinheirinho, na cidade paulista de São José dos Campos, uma área com 1,3 milhão de metros quadrados e cerca de 6 mil moradores. Expulsão violenta dos seus lares de 1,5 mil famílias pobres, com apreensão de todos os seus pertences e uso da tática militar da surpresa e a agravante de não lhes ser ofertado um teto substitutivo de abrigo.
Se você já se perguntou as circunstâncias em que o fogo foi descoberto pela primeira vez, então você precisa ver esse curta-metragem (a menos que você quer a verdade, é claro) produzido pelos alunos da escola de animação francesa ESMA de Montpellier.
Tadufeu é um curta de animação muito engraçado que da a possibilidade de ao menos a gente viajar um pouco na história, quando o assunto é o surgimento do fogo.
Um grupo de Cromags ou Cro-Magnon acidentalmente descobre o fogo e, obviamente, não estão dispostos a deixar sua grande descoberta cair em mãos erradas. E, então, eles resolvem sacanear uma família de Neandertal, que pede ajuda ao vê-los se aquecendo à beira da fogueira.
O curta-metragem "Tadufeu" (que acredito que seja algo como "se fudeu") narra a relação entre duas famílias, "Neanderthal" e "Cromags" num certo momento da pré-história.
A animação foi realizada pelos alunos Mickaël Bellamy, Coralie Braconnot, Franck Delfortrie, Julien Jamme e Olivier Pierre.
No caso desse curta-metragem, entre a verdade e a lenda, prefira a lenda
Neandert ou O homem-de-neandertal (Homo neanderthalensis) é uma espécie extinta, do gênero Homo que habitou a Europa e partes do oeste da Ásia, de cerca de 300 000 anos atrás até aproximadamente 29 000 anos atrás (Paleolítico Médio e Paleolítico Inferior, no Pleistoceno), tendo coexistido com os Homo sapiens.
Já o povo Cro-Magnon é o nome que se dá aos restos mais antigos conhecidos na Europa de Homo sapiens, a espécie à qual pertencem todos os humanos modernos.
Estilo fotográfico de Greg Williams funde reportagem juntamente com iluminação cinematográfica e composição.
Como fotojornalista Greg fez reportagens em locais problemáticos como a Birmânia, na Chechênia e em Serra Leoa na década de 1990.
Mais até esta data, ele tem trabalhado como um "fotógrafo especial" em mais de 120 filmes, incluindo "King Kong", "O Talentoso Ripley", "O Ultimato Bourne" e "Desejo e Reparação".
Greg Williams também fez uma reportagem interessantíssima sobre os últimos três filmes de James Bond, que levaram à publicação do livro "Bond On Set" (fotos).
E produziu todos os cartazes (dos ultimos filmes), assim como muitos dos retratos de publicidade para "Casino Royale" e "Quantum of Solace".
Como retratista, ele tem trabalhado com muitos dos atores mais populares do mundo, incluindo Catherine Zeta Jones, Brad Pitt, Cate Blanchett, George Clooney, Naomi Watts, Sean Penn, Robert Downey Jr., Keira Knightley e Daniel Craig para revistas como Vanity Fair, L'uomo Vogue, GQ e Esquire.
O artista de efeitos e maquiagem Kevin Kirkpatrick (foto), fez esses modelos de próteses dos personagens lendários da tv "Beavis e Butthead", para mostrar como eles ficariam na vida real. Terrivelmente surpreendente e assustador.
Em uma pequena cidade do velho oeste, dois cowboys, o bom e o mau, vão participar do maior desafio de suas vidas, num verdadeiro duelo "bang bang a italiana".
O curta-metragem "Little Tombstone" é uma belíssima animação, com uma alta qualidade de design e texturas, sem contar o roteiro que é simples e inteligente, direção e trilha sonora.
Esse curta-metragem lembra a melhor animação americana de 2011 "Rango", e que espero sinceramente, leve o Oscar 2012. E um dos personagens do curta, lembra demais o ator Clint Eastwood, que fez história em alguns clássicos de westerns.
Bom, a animação "Little Tombstone", foi realizada pelos alunos da ESMA (Ecole Supérieure des Métiers Artistiques ) Toulouse e com certeza deixou a instituição, os professores e os amigos orgulhosos pelo trabalho de conclusão de curso.
Imperdível esse curta-animação e espero que seja apreciado no mundo inteiro.